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Narco Fluxo: dono da página Choquei é operador de mídia do grupo, diz PF

Raphael Sousa Oliveira, dono da Choquei, é apontado como operador de mídia de grupo suspeito de movimentar R$ 1,6 bilhão com rifas e bets ilegais

Raphael Sousa Oliveira era responsável por divulgar conteúdos favoráveis a MC Ryan, diz PF
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O dono da página “Choquei”, Raphael Sousa Oliveira, é alvo de prisão temporária na Operação Narco Fluxo. A investigação aponta que ele atuava como operador de mídia do grupo acusado de movimentar R$ 1,6 bilhão com rifas e bets ilegais patrocinadas pelo crime organizado, incluindo o PCC.

Raphael foi detido em Goiânia nesta quarta-feira (15). A PF afirma que ele divulgava conteúdos favoráveis a MC Ryan, líder do esquema, além de promover plataformas de apostas e rifas para ocultar a origem de recursos. MC Ryan também foi detido nesta manhã.

A polícia Federal aponta ainda que o núcleo financeiro do grupo incluiu Tiago de Oliveira, operador financeiro de MC Ryan, e José Ricardo dos Santos Junior, identificado como responsável pela circulação de recursos e pelas atividades de marketing. Ambos foram presos.

O esquema seria apoiado por meio de plataformas de apostas de quotas fixas, usadas para lavar dinheiro de origem ilícita, incluindo recursos ligados ao tráfico internacional de drogas. A investigação indica também uso de dinheiro em espécie, transferências e criptoativos, especialmente USDT, no Brasil e no exterior.

Narco Fluxo e o alcance operacional

Cerca de 200 agentes cumpriram 90 mandados judiciais expedidos pela 5ª Vara Federal de Santos, sob a supervisão do juiz Roberto Lemos da Silva Júnior. Os endereços atingidos abrangem Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e o Distrito Federal.

Ao todo, 39 investigados foram alvo de prisão durante a operação, com 31 mandados cumpridos nesta manhã. Outros três já estavam no exterior. Medidas de bloqueio de patrimônio também foram decretadas, incluindo sequestro de bens e restrições a empresas ligadas ao grupo.

A PF ressalta que a apuração segue em andamento para esclarecer a atuação do grupo criminoso e confirmar os vínculos entre as pessoas envolvidas, bem como a extensão das operações de lavagem de dinheiro e as redes de apoio financeiro. A defesa de MC Ryan informou que os esclarecimentos serão prestados oportunamente.

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