O setor de transporte de passageiros por trilhos fechou 2025 com sinais de recuperação, apesar de o ritmo estar abaixo do observado antes da pandemia. Foram 2,59 bilhões de passageiros, alta de 0,8% frente a 2024, segundo a ANPTrilhos. O patamar ainda não alcança o pico de 2019 (3,22 bilhões).
A recuperação entre 2021 e 2024 foi mais intensa, mas o avanço de 2025 mostra desaceleração. Especialistas apontam que o novo patamar da demanda está associado a mudanças de hábitos, como home office, ensino a distância e maior uso de transporte individual.
A rede metroferroviária soma 1.144,7 km em operação em 2025, ante 1.137,5 km em 2024. A ANPTrilhos estima cerca de R$ 50 bilhões em investimentos nos próximos cinco anos, o que pode ampliar a extensão e a demanda.
São Paulo respondeu por mais de três quartos dos passageiros, com 77% do total, enquanto Rio de Janeiro ficou com 12,7% e Bahia com 4,5%. Juntas, as três unidades concentram 94,3% da movimentação nacional.
Há 20 projetos em execução ao fim de 2025, totalizando 138,7 km de expansão e 123 pontos de embarque entre 2026 e 2028. As obras incluem expansão de linhas, novas estações e VLT, com destaque para SP, RJ, BH, Salvador e Fortaleza.
Entre as iniciativas, também consta 14 projetos em estruturação. A diretora-presidente da ANPTrilhos destaca a necessidade de políticas públicas mais claras, com integração entre modais, tarifação unificada e simplificação de pagamentos.
“Ao mesmo tempo em que o país avança, é preciso ampliar a integração entre metrôs e ônibus e facilitar o acesso ao sistema em todas as localidades”, afirmou Ana Patrizia Lira, enfatizando o papel da racionalização da rede.
A demanda média em dias úteis em 2025 ficou em 8,7 milhões de passageiros. O relatório cita ainda que o cenário atual exige planejamento para manter o crescimento sem depender apenas da ampliação da infraestrutura.
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