O BTG Pactual avalia a Stone como tendo valuation atrativo, mas aponta que a operação ainda patina. Dividendos extraordinários anunciados pela empresa, vindos da venda da Linx, podem ter dado algum ânimo, porém sem melhora operacional clara o papel não deve reagir.
Analistas ressaltam que o tempo para um turnaround factível é curto. O relatório cita a possibilidade de a Stone precisar de alternativa estratégica ou de fusões para destravar valor, caso a execução não gere resultados suficientes.
Valuation e cenário operacional
As ações são vistas a 6 vezes o preço sobre lucro, abaixo de pares como o Banco do Brasil, segundo o BTG Pactual. O banco sinaliza que o recado para a Stone é melhorar velocidade de crescimento, gestão de custos e qualidade de ativos.
Mesmo com o dividendo, o desempenho das ações não correspondeu a uma alta expressiva. No ano, o papel acumula ganho próximo a 1,3%, com valor de mercado estimado em US$ 3,6 bilhões, sinalizando visão cautelosa do mercado.
Projeções e riscos
O cenário para o volume total de pagamentos do segmento de pequenas e médias empresas permanece estável em relação ao 1º trimestre de 2025, segundo o BTG. O Pix, se incluído, elevou levemente a projeção, mas as margens seguem pressionadas.
A análise aponta piora na qualidade dos ativos, com aumento de provisões devido a maiores inadimplências em alguns empréstimos de maior valor. O custo do risco pode superar 17% no quarto trimestre, segundo o relatório.
Expectativas para resultados e trajetória futura
As receitas devem crescer quase 5% ante o ano anterior, mas cair em relação ao trimestre anterior. O lucro operacional tende a recuar, mas a menor alíquota de imposto pode favorecer o lucro líquido ajustado, para cerca de R$ 540 milhões.
Os analistas reconhecem a compreensão da Stone sobre o panorama, destacando ações em diversas frentes, como execução e controle de custos. Ainda assim, não veem um único fator que explique o fraco desempenho recente, sugerindo necessidade de ajustes amplos na proposta de valor.
Logo após o anúncio, por volta de 12h26, as ações subiam cerca de 1%, cotadas a US$ 15,06.
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