O Governo Federal apresentou o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2027, com previsões fiscais até 2030. A União projeta fechar 2026 com déficit primário de 0,4% do PIB e atingir superávit de 1,3% do PIB em 2030. A trajetória depende de cortes de gastos e de receitas estáveis.
A redução esperada das despesas em relação ao PIB ocorreria de 19,4% em 2026 para 18% em 2030, com queda de 0,6 ponto percentual no gasto com pessoal do Executivo. A nova regra fiscal, vigente a partir de 2027, impede crescimento real de gasto com o funcionalismo quando houver déficit primário.
As receitas brutas permaneceriam estáveis, em torno de 23,5% do PIB entre 2026 e 2030, com melhoria gradual das receitas líquidas da União após transferências. Em 2025, a arrecadação bruta foi de 22,8% do PIB, conforme projeção oficial.
Potencial de economia em curto prazo
Estudos recentes apontam espaço para reduções rápidas de despesas sem cortar direitos. Pesquisadores do Insper estimam possibilidade de economizar cerca de R$ 22,4 bilhões em benefícios sociais. A partir de dados públicos, a análise sugere ganho relevante sem impactos diretos a direitos básicos.
Outra estimativa aponta para economias em salários acima do teto constitucional. Servidor federal calculou que gastos com supersalários superam R$ 20 bilhões, com possibilidade de redução imediata ao se aplicar a lei vigente.
Caso se combine essa linha com a redução de emendas parlamentares, de 61 bilhões estimados para 2026 para 20 bilhões, o pacote poderia reduzir a despesa primária em pouco mais de 0,5% do PIB em um a dois anos, mantendo atendimento à população.
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