Cult os viticultores italianos criam novos capítulos. Seis projetos paralelos aparecem quando nomes de peso decidem enfrentar novos desafios. A aposta é manter a essência, mas explorar terroirs distintos e trazendo inovações.
Entre os protagonistas, Adriano/Gaja, Antinori, Planeta e Col d’Orcia aparecem com iniciativas que ampliam o radar além de suas áreas tradicionais. O objetivo é manter relevância, explorar novas expressões e preparar o futuro da categoria.
Idda, Sicília
Gaja e Graci uniram forças para a marca Idda. Em Etna, escolheram parte sul-ocidental do vulcão para vinhedos de Carricante, com produção anual de cerca de 50 mil garrafas. O enfoque é expressar lugar com precisão, mesmo em áreas remotas.
Tenuta del Nicchio e Lodovico, Toscana
Lodovico Antinori criou um Cabernet Franc puro, com vinificação parcial em Biserno, e Tenuta del Nicchio, estate nova dedicada ao Cabernet Franc, Merlot e outras variedades. Produção limitada para manter finesse e identidade própria.
Serra Ferdinandea, Sicília
Planeta, em parceria com a família Oddo, desenvolve Serra Ferdinandea. Em Menfi, a propriedade pratica biodinâmica e SOStain, com foco em experimentação agronômica e identidade mediterrânea. White Serra Ferdinandea Bianco se destaca entre rótulos.
Cascina Penna-Currado, Piemonte
Elena Penna e Luca Currado Vietti criaram Cascina Penna-Currado após vender participação na Vietti. Em Monforte d’Alba, exploram terroir de San Sebastiano com vinhas a 470m. O portfólio inclui um Timorasso (EP) e brancos delicados de clima frio.
Cantina Andriano, Alto Adige
Cantina Andriano passa a operar sob o guarda-chuva de Terlano desde 2008. A intervenção permite leitura de terroir distinto, com Pinot Bianco, Chardonnay e Sauvignon Blanc ganhando expressão mais perfumada, porém com a mesma precisão mineral.
Col d’Orcia, Toscana
Santiago Marone Cinzano lança Conti Marone Cinzano, projeto paralelo com lotes de Sangiovese selecionados de parcelas específicas. A ideia é manter consistência em safras desafiadoras com extração suave e maturação de taninos mais polimerizados.
O que move esses artistas do vinho é a vontade de manter a marca viva, inovar sem perder o DNA e oferecer aos amantes do produto novas histórias de terroir. As iniciativas destacam uma tendência: mesmo diante do sucesso, a reinvenção permanece estratégica.
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