A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP-DF), defende o governo local das negociações entre o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Costa foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira, durante a quarta fase da Operação Compliance Zero.
Segundo as investigações, Costa recebeu aproximadamente R$ 146 milhões em propina para pressionar o governo do DF e o BRB a avançarem com negociações fraudulentas com o Master. Entre os registros estão a compra de carteiras de crédito no valor de R$ 12,2 bilhões sem lastro e a aquisição do banco, que foi posteriormente barrada pelo Banco Central.
A chefe do Executivo local afirmou que não teve conhecimento das tratativas entre BRB e Master e que está buscando esclarecer toda a situação. Ela defende que os responsáveis sejam punidos e destacou que o BRB permanece sob nova direção após mudanças gerenciais.
Desde que assumiu o governo, no mês passado, Celina vem tentando se desvincular das suspeitas envolvendo o BRB. Ela também afastou 12 diretores ligados a Costa, que participaram das negociações com o Master, segundo informou a própria governadoria.
A governadora reiterou o compromisso com a transparência e a legalidade, dizendo que as medidas cabíveis já vêm sendo adotadas com a colaboração das autoridades competentes. As apurações apontam um possível prejuízo ao BRB estimado em até R$ 5 bilhões, conforme informações preliminares.
O BRB adiou a divulgação de resultados financeiros referentes ao ano anterior, em 31 de março, o que pode indicar o tamanho do rombo relacionado aos negócios com o Master. A instituição segue sob avaliação de auditoria e de medidas administrativas.
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