Os acionistas da Petrobras elegeram um novo conselho de administração, que será chefiado por Guilherme Mello, secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento. A decisão ocorreu nesta quinta-feira, 16, e também aprovou a distribuição de 8,1 bilhões de reais em dividendos referentes ao lucro de 2025.
Mello substitui Bruno Moretti, que deixou o cargo para assumir o Ministério do Planejamento. Desde então, a vaga ficou ocupada interinamente por Marcelo Weick Pogliese, chefe do setor jurídico da Casa Civil. Pogliese foi indicado para a nova composição do colegiado.
Mudanças na composição do conselho
Ao lado de Mello, foram eleitos Magda Chambriard (presidente da Petrobras), Renato Galuppo, José Fernando Coura e Fábio Henrique Bites Terra. Os três primeiros permanecem da gestão anterior, mantendo a renovação parcial de nomes pelo governo. Abdalla Filho manterá duas cadeiras, conforme tradição de majoritárias forçadas pelos grandes acionistas.
Participantes e influência societária
O governo permaneceu com seis das 11 cadeiras do conselho, esquema que persiste desde 2021, quando acionistas minoritários passaram a ter peso para a gestão. Também integram o colegiado o maior acionista individual, José João Abdalla Filho, e o advogado Marcelo Gasparino, que já integrou o conselho.
Dividendos e remuneração
A assembleia aprovou o lucro de 2025 e a distribuição de 8,1 bilhões de reais em dividendos, anunciada em março. O pagamento será dividido em duas parcelas, em maio e junho. Ao todo, a Petrobras distribuirá 45,2 bilhões de reais pelo resultado de 2025.
Remuneração e perspectivas
Foi aprovada a remuneração da diretoria, com reajuste de 4,26% para salários médios de cerca de 150 mil reais por mês, já incluindo 13º salário. O novo formato de governança visa manter a estabilidade na gestão da estatal ao longo do mandato.
Entre na conversa da comunidade