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Rombo dos Correios permanece, segundo dados oficiais

Rombo de R$ 4,2 bilhões das estatais federais no primeiro bimestre, maior déficit para o período desde 2002, com os Correios sustentando o resultado negativo

Fachada de agência dos Correios, em São Paulo (SP)
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A notícia aponta que o rombo financeiro das empresas estatais federais, consideradas na apuração das contas públicas, segue em patamar elevado sob a gestão de Lula. Em apenas dois meses de 2026, o déficit acumulado exclui gastos com juros e chega a 4,2 bilhões de reais, o pior para o período desde o início da série, em 2002.

Dados do Banco Central mostram que as estatais não financeiras, excluindo Banco do Brasil, Caixa e BNDES, além da Petrobras, registraram saldo negativo no primeiro bimestre. O resultado reforça pressão sobre o Tesouro Nacional em termos de financiamento de déficits.

O pior desempenho está relacionado aos Correios, cuja reestruturação foi anunciada no fim de 2025 para viabilizar um empréstimo de 12 bilhões de reais com bancos públicos e privados, garantido pelo Tesouro. O plano previa economias de até 4,2 bilhões de reais anuais a partir de 2029, por meio de PDV, vendas e ações de reorganização.

Progresso do PDV e medidas implementadas

O PDV, com meta de 10 mil desligamentos em 2026, atingiu apenas 32% do objetivo até agora, com cerca de 3.181 adesões. A empresa prorrogou o prazo e anunciou medidas de compensação, incluindo redução de horas extras condicionada a metas de produtividade e utilização de decisão do STF que suspendeu cláusulas de acordos coletivos, estimando economia de 500 milhões de reais neste ano.

Outros desdobramentos e cenário de caixa

A otimização operacional envolve fechamento de agências deficitárias, desligamentos adicionais e venda de imóveis. A expectativa é de redução de custos, mas o ritmo atual é considerado lento, enquanto a concorrência do setor privado avança.

Contexto histórico e política pública

A pauta de privatização já foi discutida no passado, com propostas para manter o serviço público de entrega universal e abrir a logística a participação privada. Estudos de políticas públicas, aliados a experiências internacionais, apontam impactos diferentes conforme o desenho do modelo adotado. No atual cenário, as condutas de gestão de estatais continuam sob escrutínio técnico e fiscal.

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