Órgãos sociais de saúde podem melhorar qualidade e produtividade de hospitais, segundo estudo em revista internacional. O texto analisa gestão por OSS, que operam com contratos de gestão com o setor público. O financiamento vem de recursos públicos; pacientes não pagam extra.
A pesquisa será publicada pelo The Quarterly Journal of Economics e envolve Maíra Coube, Luíz Felipe Fontes e Rudi Rocha. O trabalho compara hospitais geridos por OSS com unidades públicas tradicionais, observando ganhos de desempenho.
As OSS adotam práticas gerenciais privadas e têm mais flexibilidade na contratação e remuneração de profissionais. O acesso continua universal, sem cobrança adicional aos pacientes, mantendo o formato do SUS.
Em hospitais sob OSS, houve aumento de 40% nas internações e 14% na ocupação de leitos. O tempo médio de internação caiu 8%, sem aumento de mortalidade ou de readmissões. O perfil de casos permaneceu estável.
A redução de mortalidade populacional apareceu principalmente em municípios com menor oferta de hospitais. Os resultados destacam que melhorias decorrem do uso eficiente de recursos e da gestão de pessoal.
O estudo aponta que há variação entre OSS: as de melhor governança apresentaram resultados muito superiores à média. Isso indica que escolha e monitoramento eficazes são cruciais para o sucesso.
A experiência brasileira sugere lições para a educação básica, que hoje opera majoritariamente sob gestão estatal. Pesquisas indicam que qualidade do professor é determinante para reduzir desigualdades.
Analistas chamam a atenção para a necessidade de estruturas de OS na educação, com premiações por desempenho e contratos de prestação de serviço. Não se trata de fórmulas mágicas, mas de aperfeiçoar a gestão.
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