Os índices de ações de Nova York fecharam em alta nesta sexta-feira, com o S&P 500 e o Nasdaq registrando recordes de fechamento pelo terceiro dia seguido. O otimismo acompanha relatos de que Estados Unidos e Irã podem chegar a um acordo definitivo para encerrar o conflito, em meio à reabertura do Estreito de Ormuz. O bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos segue em vigor.
No fechamento, o Dow Jones subiu 1,79%, para 49.447,92 pontos. O S&P 500 ganhou 1,20%, atingindo 7.126,03 pontos, e o Nasdaq avançou 1,52%, para 24.468,48 pontos. Na semana, os ganhos ficaram em 3,20% (Dow), 4,53% (S&P) e 6,84% (Nasdaq).
A reabertura do Estreito de Ormuz ocorreu durante o período de cessar-fogo de dez dias entre Israel e o Líbano, segundo informações. A movimentação intensa no petróleo foi favorável às bolsas norte-americanas, que passaram a precificar um cenário de redução de riscos regionais, ainda que o bloqueio naval permaneça.
O governo americano afirma manter o bloqueio de navios iranianos até que as negociações de paz avancem. Em rede social, o presidente Donald Trump sinalizou que o processo deve evoluir rapidamente, desde que as negociações avancem de forma ampla. Não houve confirmação oficial de avanço no acordo.
Segundo veículos iranianos, autoridades locais avaliariam violar o cessar-fogo e retomar o fechamento do estreito caso a pressão do bloqueio persista. Por outro lado, a Reuters informou que o Irã espera um acordo preliminar com os EUA nos próximos dias, sem confirmação oficial.
“A resolução de curto prazo para o conflito pode favorecer o retorno a um cenário macroeconômico mais estável”, afirma a estrategista Julia Hermann, da New York Life Investment Management. Ela compara as perspectivas com a normalização de preços, embora espere petróleo ainda elevado no curto prazo.
Ainda segundo a especialista, caso a paz se consolide, condições de petróleo podem passar a ser vistas como efeitos defasados, com possível retorno da política monetária a trajetórias pré-conflito. O texto aponta que as mudanças ainda dependem de avanços reais nas negociações e da resposta dos mercados.
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