O Supremo Tribunal Federal decretou prisões nesta quinta-feira no âmbito da 4ª fase da operação Compliance Zero. A ação envolve investigações sobre aumento de capital no BRB e a compra de ações por empresas ligadas ao Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Segundo o inquérito, o cenário aponta para a participação de Vorcaro em operações de aquisição de ações do BRB por meio de estruturas ligadas ao Master. Novos nomes aparecem nos documentos, como Valério Marega Junior, da WNT Gestora, e Cesar Reginato Ligeiro, da Base Securitizadora.
A acusação da gestão atual do BRB sustenta que houve forte vínculo entre o ex-CEO Paulo Henrique Costa, Vorcaro e os aumentos de capital realizados pelo banco em 2024 e 2025. O objetivo seria manter o BRB com fôlego para adquirir novas carteiras do Master.
O BRB afirma que os aumentos de capital teriam servido para fomentar a compra de ativos do Master. Segundo a instituição, diversos fundos e pessoas ligadas ao ecossistema Master/Reag funcionaram como laranjas para ocultar a concentração de controle acionário.
A apuração aponta ainda que o uso de estruturas diversas visaria facilitar a blindagem de operações e dificultar a identificação de operadores envolvidos. A defesa de Vorcaro e de outros citados não foi apresentada nesta veiculação.
A reportagem completa está no Valor Econômico, que detalha documentos, identificações de participantes e o andamento das medidas judiciais, incluindo o bloqueio/arresto de ações apontadas pela gestão do BRB.
Entre na conversa da comunidade