O conflito entre os Estados Unidos e o Irã continua a impactar o comércio global, com efeitos visíveis na China. Em março, as exportações chinesas cresceram apenas 2,5%, o pior resultado do último ano, diante de uma demanda externa mais fraca. A guerra aumenta a volatilidade nos preços e trava cadeias de suprimentos.
A instabilidade no Oriente Médio eleva o preço de energia e pressiona as contas externas. O barril de petróleo ficou acima de US$ 95 durante grande parte de março, elevando custos de insumos e freando a demanda por bens manufaturados no exterior.
As pressões também aparecem na ponta de consumo. Segundo o Global Petrol Prices, a gasolina na China subiu 28% desde o início do conflito; o diesel, 30,5%. Os preços refletem a dependência de importações de energia mesmo com avanço renovável.
Combustíveis sob pressão
A CNDR, órgão responsável pela política de preços de combustíveis, atuou para conter os reajustes. Em 23 de março e 7 de abril, foram estabelecidos tetos para as variações de preço no mercado interno, buscando evitar desbalanceamentos.
O comentarista Wang Changlin, vice-chefe da CNDR, afirmou que o governo adotou medidas abrangentes para garantir abastecimento estável de petróleo. O objetivo é manter o funcionamento do mercado interno e evitar interrupções.
Meta energética para 2035
O governo chinês reiterou o foco em fortalecer o abastecimento e a segurança energética. O governo pretende, até 2035, dobrar a capacidade de produção de energia não fóssil e consolidar esse segmento como pilar do sistema energético nacional.
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