Kátia do Carmo Peixoto de Queiroz, representante dos acionistas minoritários no BRB, afirmou que o aumento de capital deve ocorrer sem diluir esses acionistas. A posição foi escrita na ata da reunião do conselho de 31 de março, que aprovou a convocação da AGE.
Ela explicou que o aporte é visto como necessário para a estabilidade econômico-financeira e reputacional da instituição, desde que haja salvaguardas de governança e transparência. A conselheira ressalva que não aceita perdas para minoritários decorrentes de atos de gestão pretérita do controlador.
O BRB enfrenta dificuldades em meio ao escândalo envolvendo o Banco Master, o que aumenta a importância de critérios claros na recomposição de patrimônio. O aumento de capital por subscrição privada pode diluir quem não aportar, especialmente diante da proposta de até 8,8 bilhões de reais.
A AGE está marcada para a próxima quarta-feira, dia 22, quando o conselho deverá prestar esclarecimentos adicionais aos acionistas. A entrada de novos recursos busca recompor a base de capital e manter o crédito e a credibilidade do banco no Distrito Federal.
Quem representa os minoritários no BRB hoje inclui a Anea-BRB, a associação de empregados ativos e aposentados, e o Iprev-DF, órgão de previdência dos servidores do DF. O Iprev, por sua vez, indicou anteriormente que não participaria de uma nova oferta, o que poderia reduzir sua participação no banco.
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