O dólar à vista fechou nesta sexta-feira em queda de 0,19%, a 4,9833 reais. A semana terminou com ganho de 0,56% para a moeda, que ficou abaixo de 5 reais pela primeira vez em mais de dois anos.
O recuo ocorreu em meio a sinais de melhora na percepção de risco global, impulsionados por negociações no Oriente Médio e pela possível reabertura do Estreito de Ormuz. Os impactos externos ajudaram o câmbio a buscar menor patamar.
Ao longo do dia, o fluxo externo reagiu a a possibilidade de acordo entre Irã e Estados Unidos e ao retorno do tráfego de navios na rota do petróleo. Entre as relevantes declarações, o governo iraniano indicou continuidade dos contatos e o cessar-fogo.
Fatores por trás da queda
O ambiente externo mais favorável contribuiu para o recuo do dólar ante várias moedas emergentes, segundo o estrategista-chefe de uma instituição de investimentos. A sinalização de cessar-fogo no Oriente Médio reforçou o apetite por ativos de risco.
Conforme analistas, o movimento também reflete fluxo global de capitais que já vinha desde o fim de março, com moedas como real e outras emergentes ganhando espaço frente ao dólar, em cenário de juros elevados no Brasil.
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