Na declaração do IRPF, contribuintes podem optar pelo modelo completo ou pelo simplificado. A escolha envolve custo, deduções e restituição. A decisão tem impacto direto no valor a pagar ou a receber.
Especialistas destacam que a escolha depende do perfil de gastos do contribuinte. O modelo completo permite detalhar despesas em saúde, educação, previdência privada e dependentes, o que pode reduzir o imposto quando há deduções significativas.
No modelo simplificado, aplica-se um desconto padrão de 20% sobre a base de cálculo, sem necessidade de comprovar despesas. É indicado para quem tem poucas despesas dedutíveis ou prefere agilidade no preenchimento.
Despesas com educação no modelo completo são dedutíveis apenas de mensalidades, cursos técnicos e graduação, excluindo material escolar e cursos de idiomas. Não há limite de valor para as deduções de saúde, desde que comprovadas.
Procedimentos estéticos, medicamentos comprados em farmácias e gastos com acompanhantes em hospitais não geram abatimento. Por isso, vale verificar cada item antes de enviar a declaração.
Para decidir, a orientação é testar os dois modelos no sistema da Receita Federal. O programa informa quanto seria pago no completo e no simplificado, facilitando a comparação entre pagar menos ou receber mais.
A professora Ahiram Cardoso recomenda incluir gastos com saúde e educação, bem como dependentes, para avaliar o potencial de deduções. O vice-presidente de controle interno do CRC-RJ ressalta que a escolha deve considerar o menor valor a pagar ou o maior valor a restituir.
A sugestão prática é organizar recibos, comparar os modelos e verificar qual oferece o melhor resultado financeiro. O objetivo é informar o valor correto e evitar erros na declaração.
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