O Brasil manteve um ritmo de expansão do PIB entre 2022 e 2025 de 3% ao ano, segundo estudo. O crescimento não é explosivo para economias emergentes, mas supera a média pós-crise de 2014-2016 e da pandemia. Ainda assim, avançar muito mais depende da produtividade, não apenas do emprego.
A maior parte do ganho de produção veio da agropecuária, conforme aponta o relatório. Ao mesmo tempo, a produtividade em setores como indústria de transformação tem mostrado queda ou desempenho abaixo da média. A evolução do PIB por hora trabalhada ficou em 0,17% ao ano entre 2012 e 2025.
Segundo o Relatório de Política Monetária do Banco Central, a situação é ainda mais desfavorável. O aumento da produtividade é pouco distribuído entre setores e, no agregado, depende principalmente do maior número de pessoas em atividades com alta produtividade. Ganhos internos por setor são limitados.
O padrão sugere desafios estruturais na economia. Estudos do CDPP indicam que fatores como proteção regulatória, difusão tecnológica restrita e distorções regulatórias mantêm capital e mão de obra em usos menos eficientes. A agenda de políticas públicas aponta para reformas que aumentem integração comercial, qualificação de trabalhadores e redução de distorções que favorecem grupos de interesse.
Para o CDPP, manter o ritmo de crescimento sem diretrizes claras de melhoria da produtividade pode levar a ganhos mais lentos no longo prazo. A partir de evidências recentes, a necessidade é por maior difusão tecnológica, maior eficiência no uso de recursos e mudanças regulatórias que permitam maior participação de empresas mais produtivas na economia.
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