A Justiça de São Paulo concedeu uma liminar favorável à Oncoclínicas para suspender o vencimento antecipado de dívidas indicadas pela empresa. A decisão também afeta obrigações ligadas a instrumentos financeiros e a instituições mencionadas na ação.
A liminar foi anunciada pela Oncoclínicas em comunicado à CVM, divulgado nesta sexta-feira. A empresa afirmou que a medida protege a operação e facilita mediação com credores sem interromper as atividades.
A companhia informou ainda que já havia comunicado, nesta semana, a intenção de mover a ação para buscar um ambiente administrativo mais estável. O objetivo é manter a condução regular dos negócios durante o atual cenário econômico e setorial desafiador.
Detalhes da liminar
A decisão suspende, temporariamente, cláusulas contratuais que imporiam vencimento antecipado de parcelas, bem como a exigibilidade de obrigações associadas a instrumentos financeiros e a instituições citadas no processo.
Paralelamente, o conselho de administração da Oncoclínicas aprovou uma proposta de crédito apresentada pela Mak Capital e pela Lumina. A operação seria financiada pela Lumina, com valor entre 100 milhões e 150 milhões de reais, conforme o volume de garantias disponíveis.
Contexto financeiro e perspectivas
O objetivo financeiro da empresa com a linha de crédito é viabilizar a compra de medicamentos junto à OncoProd, assegurando a geração de receitas e a continuidade da cadeia de suprimentos.
Nesta semana, Porto e Fleury saíram das negociações para um possível investimento visando reestruturar a companhia. A Oncoclínicas acumula um passivo de cerca de 3,1 bilhões de reais e relação de alavancagem de 4,3 vezes a dívida líquida versus Ebitda.
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