Na véspera da AGOE, acionistas da Petrobras definiram a nova composição do conselho de administração para um mandato de dois anos, até 2028. A eleição ocorreu na quinta-feira (16) e manteve apenas uma vaga fora de disputa.
A reunião aprovou a distribuição de R$ 41,2 bilhões aos acionistas, equivalente a 37,44% do lucro líquido de 2025. O montante inclui R$ 8 bilhões em juros sobre capital próprio, referentes ao quarto trimestre, pagos em duas parcelas.
R$ 8 bilhões correspondem a R$ 0,62622908 por ação PN e ON em circulação, com pagamentos nos dias 20 de maio e 22 de junho. Guilherme Mello assume a presidência do conselho, já atuando como secretário de Política Econômica da Fazenda.
Composição do Conselho e pormenores da eleição
Mello estreia no colegiado enquanto se aproxima de deixar a Fazenda para tornar-se secretário-executivo do Ministério do Planejamento. A área econômica passa a ter três titulares no conselho: Mello, Marcelo Weick Pogliese e Fábio Bittes Terra.
Pela União, ficaram eleitos Guilherme Mello, Magda Chambriard, Fábio Bittes Terra, José Fernando Coura, Marcelo Weick Pogliese e Renato Galuppo. Indicações dos minoritários eleitas foram José João Abdalla e Marcelo Gasparino.
Pelos minoritários, Abdalla foi reeleito e Gasparino retornou ao colegiado. Mauro Cunha não alcançou votos suficientes. O controlador reelegeu Francisco Petros para representar os ordinaristas.
Outros temas discutidos na AGOE
A Assembleia aprovou o orçamento de capital para 2026, de R$ 114 bilhões, com foco em E&P, refino e gas. O plano prevê R$ 83,6 bilhões para exploração e produção, R$ 19,9 bilhões para refino e comercialização, e R$ 7,5 bilhões para gás e baixo carbono.
Também foram aprovadas as contas de 2025 e a nova composição do conselho fiscal. A remuneração da administração, para o período de abril de 2026 a março de 2027, ficou fixada em R$ 57,2 milhões, com acréscimos pelas participações em comitês, totalizando R$ 70 milhões.
Fernando Siqueira, da Aepet, votou contra a aprovação das contas e da destinação dos resultados, argumentando que royalties de petróleo estariam sendo incorporados como custos de produção. Rosângela Buzanelli foi reeleita como representante dos empregados.
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