Nesta sexta-feira (17), a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) cumprem mandados para prender 11 suspeitos de integrar um esquema de pirâmide financeira. O crime originou prejuízo superior a 7 milhões de reais a dezenas de vítimas, conforme denúncia apresentada. As empresas criadas eram de fachada no Centro do Rio e não tinham autorização da CVM para operar.
Segundo a denúncia, ao menos 19 empresas de fachada foram vinculadas aos grupos LGO e A&C. Os denunciados atuavam na captação de investidores, apresentações e abordagem inicial das vítimas. Um dos operadores do golpe era responsável pelas interações com o público nas redes sociais.
Igor Aguiar Rodrigues Gonçalves já foi preso, junto aos demais denunciados, que respondem por organização criminosa, pirâmide financeira, crimes contra a economia popular e estelionato. As promessas eram de rendimentos mensais de até 3%, superiores ao que existe no mercado.
As vítimas eram atraídas por ganhos iniciais que simulavam retornos legítimos. Nos primeiros meses, recebiam pagamentos para manter a confiança e atrair novos investidores. Em alguns casos, houve indução ao endividamento para aplicar mais recursos.
Envolvidos e desdobramentos
Entre os denunciados, estão Douglas de Assis Viana e Bruno Facão de Carvalho, apontados como os principais articuladores. Também integram o grupo Igor Aguiar Rodrigues Gonçalves, Daniel Sérgio de Assis, Caio Kohlbach Reis, João Pedro Rocha de Faria e Rafhael Marinho Mashio.
Mário José do Nascimento, Mayara Cristina Oliveira de Souza, Luiz Gustavo de Oliveira Fernandes e Victor Hugo Ferreira de Souza Vieira eram ligados ao núcleo originário do esquema. Parte do grupo já respondia a inquéritos por crimes semelhantes.
O MPRJ destacou a continuidade delitiva e a habitualidade criminosa na atuação do grupo. Foi solicitada indenização mínima de 1,59 milhão de reais às vítimas, além de reparações na esfera cível. A ação segue sob apuração e monitoramento das autoridades.
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