O Superior Tribunal de Justiça adiou para 6 de maio a retomada do julgamento sobre o teto das contribuições ao Sistema S e a outras entidades parafiscais. A sessão, anteriormente marcada para 16 de abril de 2026, foi adiada pela equipe do tribunal para analisar todos os itens previstos.
A pauta envolve recursos da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional que questionam a decisão que permite que empresas com decisões judiciais favoráveis não recolham valores retroativos. A mudança em discussão afeta o que as empresas devem recolher para o Sistema S.
Em 2024, a 1ª Seção do STJ definiu que o teto vale para toda a folha de pagamento, com uma regra de transição para manter o limite até maio daquele ano. O governo contesta essa decisão, alegando ausência de jurisprudência consolidada na época.
Impacto financeiro e posições
Segundo o governo, não haveria justificativa para tratamento diferenciado entre contribuintes diante da falta de uma jurisprudência estável. Representantes do setor produtivo alertam para possíveis efeitos financeiros caso haja mudança de entendimento.
Estimativas apontam impacto de cerca de R$ 94 bilhões, principalmente para empresas de médio e grande porte. A avaliação considera ajustes no recolhimento decorrentes de alterações na aplicação do teto.
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