A Vale anunciou que suas vendas de minério de ferro no primeiro trimestre cresceram 3,9% ante o mesmo período de 2025, para 68,7 milhões de toneladas. O crescimento ocorreu em meio à elevação da produção de novos ativos em Minas Gerais e ao cenário de preços mais favoráveis.
A produção total de minério de ferro da companhia ficou em 69,7 milhões de toneladas, 3% acima do 1º tri de 2025. O desempenho foi puxado pelas minas S11D, no Pará, Brucutu, em MG, e pelos avanços dos projetos Capanema e VGR1.
Desempenho por sistema
No Sudeste, a produção subiu 19,2% na base anual, para 19,2 milhões de toneladas, com ramp-up de Capanema e melhoria em Brucutu, além de menos paradas em Itabira.
No Norte, houve queda de 3,6%, para 33,2 milhões de toneladas, pela menor disponibilidade de run-of-mine em Serra Norte, mesmo com recorde do S11D para o período (19,9 milhões de t).
Pelotas e logística
A produção de pelotas somou 8,2 milhões de toneladas, alta de 13,7%, com destaque para Tubarão. As vendas de pelotas atingiram 7,7 milhões de toneladas, alta de 2,7%.
A produção de pelotização em Omã foi interrompida para manutenção; a obra em Sohar foi suspensa. De acordo com a Vale, disputas logísticas no Oriente Médio podem atrasar operações, com retomada prevista para o fim do terceiro trimestre.
Orientação e preços
O pellet feed destinado a Omã será redirecionado para Tubarão e para vendas de finos, sem alterações no guidance de aglomerados para 2026, mantido entre 30 e 34 milhões de toneladas. A produção de minério para 2026 permanece entre 335 e 345 milhões de t.
O preço médio de finos ficou em US$ 95,8 por tonelada no trimestre, +5,5% na base anual. Pelotas registraram US$ 133,8 por t, -5%. O prêmio all-in do minério subiu para US$ 6,2 por t.
Outros metais
A produção de cobre cresceu 12,5%, para 102,3 mil t, com vendas de 91,2 mil t, o melhor volume de 1º tri desde 2017, impulsionado por Salobo e Sossego. A produção de níquel avançou 12,3%, para 49,3 mil t, com vendas de 44,8 mil t.
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