O programa Reforma Casa Brasil não atingiu as metas previstas. Em cinco meses, apenas 3,4% do total reservado foi utilizado, equivalente a 1,017 bilhão de reais requisitados até início de abril. O montante total era de 30 bilhões de reais.
A Caixa Econômica Federal gerencia os empréstimos. O projeto foi lançado com duas faixas subsidiadas, para famílias com renda de até 3.200 reais e até 9.600 reais. Juros iniciais variavam de 1,17% a 1,95% ao mês, abaixo do mercado.
Os resultados mostram concentração regional: 63.111 contratos distribuídos, com 33,6% das parcelas no Nordeste, o maior volume. Fenômeno observado mesmo com a maior fatia de recursos destinada à região, historicamente lulista.
Mudanças no Reforma Casa Brasil
Diante do baixo desempenho, o governo anunciou flexibilização das regras. A renda passou a ter teto estimado de 13 mil reais, com juros de 0,99% ao mês para todas as faixas subsidiadas. O prazo máximo saltou de 60 para 72 meses.
O valor financiável também subiria, de 30 mil para 50 mil reais. Ainda não houve publicação de uma portaria que oficialize as alterações, e os sites oficiais mantêm valores antigos.
Contexto e antecedentes
O governo compara o programa a iniciativas anteriores como o Cartão Reforma de Temer, que teve desempenho limitado. O Ministério das Cidades informou que atos infralegais para ampliar o programa estão em fase de publicação e não detalhou prazos.
O Poder360 apurou que a inadimplência inicial está em patamares elevados, com custos potenciais para fundos públicos caso haja calote. Não houve resposta formal sobre pessoas com nome sujo entre os tomadores até o momento.
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