O Banco do Brasil registrou queda acentuada no crédito imobiliário com recursos da poupança. Nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, o BB concedeu R$ 89 milhões nessa linha, 91% menos que o mesmo período de 2025, quando foram R$ 1 bilhão. Dados da Abecip confirmam o recuo do mercado em geral, de 7,6%.
Em dezembro de 2025, o banco já apresentava retração relevante: R$ 92 milhões, queda de 90% frente ao ano anterior. No total de 2025, o BB desembolsou R$ 3,9 bilhões, variação de -53% frente a 2024. O mercado agregado caiu 13,4% no mesmo intervalo.
Desempenho e posição no mercado
Com esse recuo, o BB caiu da quinta para a sexta posição entre bancos que mais financiam habitação. Historicamente ocupa o quinto lugar, atrás de Santander, Bradesco, Itaú e Caixa. Em 2024, o BB foi ultrapassado pelo BRB.
O BB não apresentou explicação específica para a queda. Em nota, afirmou ter portfólio amplo de linhas de crédito imobiliário, que combinam poupança com FGTS, LCIs, recursos próprios e do programa Ecoinvest. Somando todas as linhas, o BB desembolsou R$ 580 milhões no 1º bimestre.
Contexto do mercado e próximos passos
Mercado avalia que o BB prioriza recursos da poupança para o financiamento do agronegócio, mantendo a linha de habitação com público restrito. Agente do setor cita taxas do BB acima das de concorrentes como possível fator do recuo.
As taxas iniciais da linha com recursos da poupança variam: BB 11,74% a.a. + TR; Caixa 10,8% a.a. + TR; Bradesco/Santander 11,70% a.a. + TR. Valores dependem de perfil, prazo e relacionamento.
Carteira de crédito imobiliário do BB
Em 2025, a carteira de financiamento imobiliário do BB fechou em R$ 46,7 bilhões, queda de 3% ante 2024. A taxa média da carteira ficou em 7,02%, influenciada por subsídios do FGTS no Minha Casa Minha Vida. O saldo da Caixa alcançou R$ 938 bilhões, como referência.
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