O Ibovespa encerrou a sexta-feira em queda de 0,55%, aos 195.733,51 pontos, pressionado por notícias externas. A Petrobras puxou o recuo, com fortes quedas entre as ações ordinárias e preferenciais, influenciadas pela queda do petróleo após a abertura do Estreito de Ormuz.
A Vale ajudou a limitar as perdas, com alta de 2,64% nas ações. No câmbio, o dólar fechou em queda de 0,19%, cotado a 4,98 reais, refletindo alívio relativo com o recuo internacional do petróleo.
Tensões no Estreito de Ormuz
No fim de semana, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã fechou novamente o Estreito de Ormuz, em resposta ao bloqueio naval americano. O Irã acusa EUA de violar um cessar-fogo ao apreender navio cargueiro iraniano, alegando tentativa de driblar o bloqueio.
Além disso, o Paquistão sinalizou diálogos entre EUA e Irã, mas a aproximação permanece incerta diante das tensões e do fim de um cessar-fogo fragilizado. O fechamento do estreito eleva cautela e impacto nos mercados globais.
Commodities e efeitos locais
O petróleo segue em alta diante das tensões: Brent subiu 5,27% para US$ 95,14 o barril, e WTI avanzou 6,22%, a US$ 87,73. O minério de ferro na bolsa de Dalian fechou em ganho de 1,16%, a US$ 115,34 por tonel. A China reduziu estoques, influenciando o preço.
No cenário interno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da abertura da feira de Hannover, na Alemanha, com Brasil em destaque. Em discurso, o presidente citou que em menos de duas semanas entra em vigor um acordo que cria um mercado de quase 720 milhões de pessoas e PIB de US$ 22 trilhões.
Entre na conversa da comunidade