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Jeep Commander híbrido fica mais econômico? Comparação de consumo

Economia de cerca de R$ 500 a R$ 575 em 15 mil km, mas o Commander Limited MHEV custa quase R$ 27 mil a mais, compensando apenas pelos equipamentos e benefícios fiscais

Jeep Commander Longitude é a versão de entrada do SUV — Foto: Cauê Lira/Autoesporte
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A linha 2027 do Jeep Commander ganhou duas versões híbridas leves de 48V, adotadas pela Stellantis no Brasil para melhorar consumo e reduzir emissões. O modelo passou a oferecer o sistema MHEV em Longitude e Limited, mantendo a versão de entrada sem eletrificação. A mudança ocorreu aproximadamente em março de 2026, com o Renegade recebendo a mesma tecnologia cerca de um mês depois.

Para avaliar o desempenho, o Autoesporte comparou a versão Longitude T270 Flex e a Limited T270 MHEV, ambas com motor 1.3 turbo de 176 cv, câmbio automático de seis velocidades e tração 4×2. O objetivo foi estimar economia em 15 mil quilômetros, média anual de deslocamento no Brasil, considerando custo de combustível atual.

O que mudou no Commander

O sistema MHEV de 48V funciona como um gerador por correia, com uma bateria de 0,9 kWh. O motor elétrico acrescenta 16 cv de potência e torque extra de 6,6 kgfm, reduzindo o turbo lag em situações pontuais e operando na partida e no start-stop. A mudança aumenta o peso do veículo para 1.709 kg, frente aos 1.668 kg da versão flex sem eletrificação.

Consumo oficial e comparação prática

Dados do Inmetro indicam que a Longitude T270 Flex faz 10 km/l na cidade e 11,5 km/l na estrada com gasolina; com etanol, 6,9 km/l na cidade e 8,3 km/l na estrada. O Limited MHEV registra 11 km/l na cidade e 11,2 km/l na estrada com gasolina; com etanol, 7,6 km/l na cidade e 8,1 km/l na estrada.

Em uso urbano, o Limited MHEV apresenta vantagem de cerca de 10% no consumo com gasolina e etanol frente à Longitude. Nas rodovias, o ganho é menor ou inexistente, com o MHEV apresentando consumos ligeiramente superiores em gasolina e etanol, devido ao maior peso e ao menor acionamento do sistema em velocidades elevadas.

Metodologia e resultados financeiros

A avaliação considerou 15 mil km/ano, 70% em cidade e 30% em estrada. Os dados do PBEV foram usados para os consumos e a ANP forneceu os preços médios de combustível: gasolina a R$ 6,77/l e etanol a R$ 4,70/l.

Ao longo do ano, o custo com combustível ficou estimado em R$ 9.182,14 para a versão Limited MHEV com gasolina, ante R$ 9.757,60 para a Longitude flex, em uma comparação de 15 mil quilômetros. Com etanol, os valores ficaram em R$ 9.106,25 para o Limited e R$ 9.607,04 para a Longitude.

Economia e custo de aquisição

A economia anual com combustível do Commander MHEV fica em torno de R$ 500 a R$ 575, dependendo do combustível. Em termos de investimento, a versão Limited MHEV custa R$ 26.898 a mais que a Longitude, o que eleva o payback apenas pela economia de combustível, pois a lista de equipamentos é mais extensa.

Equipamentos e percepção de valor

A versão Longitude T270 oferece itens como rodas de 18 polegadas, seis airbags, porta-malas com abertura elétrica, bancos em couro, terceira fileira e Park Assist. O Limited T270 MHEV acrescenta central multimídia de 10,1 polegadas, Harman Kardon, sete airbags, carregador sem fio, bancos em couro e suede, e acabamento cromado no painel.

A isenção de IPVA em vários estados e a possibilidade de ficar fora do rodízio de São Paulo são apontadas como benefícios adicionais para o Commander Limited MHEV, além da maior lista de equipamentos.

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