O Focus do Banco Central elevou a projeção para a taxa básica de juros, a Selic, ao fim de 2026 de 12,5% para 13,0%. A mudança ocorre em meio a pressões inflacionárias associadas à alta dos preços do petróleo diante da guerra no Oriente Médio.
A mediana das previsões para 2027 também subiu, de 10,5% para 11,0%, após 61 semanas em equilíbrio. Nas 90 estimativas mais recentes, o patamar passou de 10,53% para 11,0%. O recorte considerou apenas os cinco dias úteis mais recentes.
O Copom cortou a Selic de 15% para 14,75% ao ano em 18 de março, a primeira redução em quase dois anos. O comitê sinalizou aumento das incertezas no cenário e reforçou cautela na condução da política monetária.
O presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que a visibilidade é baixa e que o conservadorismo de 2025 ganha tempo para analisar impactos da alta do petróleo sobre preços. Ele destacou que decisões ocorrem a cada 45 dias.
Inflação e PIB
A projeção para o IPCA de 2026 subiu de 4,71% para 4,80%, mantendo distância do teto de 4,5%. Nas estimativas mais sensíveis, 112 pontos de corte elevaram a mediana para 4,85%.
Para 2027, o IPCA ficou em 3,99% (queda de 0,01 ponto). A projeção para 2028 permaneceu em 3,0% e a de 2029 subiu para 4,0%. O PIB de 2026 mostrou leve avanço, de 1,85% para 1,86%.
A mediana para 2027 do PIB ficou estável em 1,80%, com atualizações recentes levando a uma variação de 1,74% a 1,89% conforme o universo de estimativas considerado. O valor para 2026 fica acima da projeção do Banco Central, de 1,6%.
Entre na conversa da comunidade