O governo central fechou agosto com déficit primário de R$ 13,585 bilhões, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta terça-feira (29). O saldo negativo ficou abaixo do registrado no mesmo mês de 2025, quando o rombo chegou a R$ 15,540 bilhões.
A melhora em relação a agosto de 2025 veio do ritmo mais forte da arrecadação. A receita líquida cresceu 3,5% acima da inflação e chegou a R$ 187,878 bilhões, enquanto a despesa total subiu 1,9% e somou R$ 201,463 bilhões.
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Economistas ouvidos pela Reuters esperavam um rombo maior, de R$ 14,4 bilhões. O indicador reúne as contas do Tesouro, do Banco Central e da Previdência Social.
No acumulado de janeiro a agosto, o déficit primário alcançou R$ 94,869 bilhões. O valor representa crescimento real de 7,1% em relação aos R$ 85,888 bilhões apurados nos oito primeiros meses de 2025.
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Em julho, o governo central havia registrado superávit de R$ 10,803 bilhões em valores correntes e de R$ 10,769 bilhões após a correção pela inflação.
Em entrevista coletiva nesta terça, representantes do Tesouro comentaram os efeitos da crise do petróleo, provocada pela guerra no Oriente Médio, sobre as contas públicas. A valorização da commodity reforça a arrecadação, enquanto as medidas do governo para conter a alta dos combustíveis pressionam os gastos.
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Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Cardoso Leal, a previsão é de receitas extras de R$ 67,5 bilhões neste ano, considerando o impacto do petróleo e das ações adotadas pelo governo. O montante supera os R$ 32,4 bilhões em despesas adicionais estimados até agora.
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