As fábricas de automóveis espanholas registraram leve recuperação em março, após um quarto trimestre estável. A Associação Nacional dos Fabricantes de Automóveis (Anfac) informou que a produção mensal subiu 1,1% ante março de 2025, totalizando pouco mais de 211 mil unidades. Mesmo assim, o desempenho do primeiro trimestre ficou negativo, com 573.529 carros fabricados, queda de 2,9% frente ao mesmo período de 2025.
A explicação da Anfac aponta a transição para novos modelos como principal motivo para o recuo do período. Entre as mudanças, destacam-se a produção do Cupra Raval na Seat Martorell, o início de montagem do Volkswagen ID. Polo e a adaptação de linhas para o Skoda Epiq e o ID. Cross na fábrica de Landaben, em Pamplona. A Mercedes-Benz em Vitoria também está em fase de atualização de sua linha baseada na plataforma VAN.EA.
Além da renovação de modelos, o setor enfrenta o estancamento de mercados europeus, com vendas abaixo dos níveis pré-pandemia. Ainda, cerca de 90% da produção espanhola é destinada à exportação. O diretor-geral da Anfac, José López-Tafall, ressaltou que, apesar do resultado mensal positivo, não se pode prever crescimento da produção neste ano frente a 2025.
Para o conjunto da indústria, a prioridade é acelerar o Plan España Auto 2030, que prevê incentivos à produção local e à compra de veículos elétricos. O programa inclui medidas para atrair novas plantas e ampliar investimentos em baterias, com apoio adicional ao plano Auto+. Segundo a Anfac, tais políticas são essenciais para sustentar a recuperação e avançar a eletrificação do parque automotivo.
Em termos de motorização, os híbridos não plugados seguiram como o principal tipo de veículo produzido, representando 33% do mix com crescimento anual de 16,2%. Veículos 100% elétricos recuaram 17,5%, e os híbridos plug-in tiveram queda de 2,3% na comparação anual. Exportações sofreram queda de 3,1% em março e 5,2% no acumulado de 2026, totalizando 480.406 unidades.
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