O Ministério dos Transportes reafirma a importância estratégica do modal ferroviário para o Brasil, dadas as grandes distâncias e o volume de cargas. O objetivo é reduzir custos logísticos, ampliar a eficiência do escoamento e oferecer uma alternativa mais sustentável para cargas e passageiros.
A política brasileira prevê não apenas a construção de novas ferrovias, mas também a recuperação de trechos abandonados ou inoperantes. Esse caminho aproxima os projetos do modelo yellowfield, com infraestrutura pré-existente que precisa de renovação substancial.
Além disso, o texto enfatiza que, em concessões e PPPs, a renda isolada pode não cobrir todos os custos. A chamada lacuna de viabilidade explica a necessidade de investimento público para viabilizar empreendimentos social e logisticamente relevantes, mesmo que as tarifas sozinhas não sustentem o projeto.
Modelo yellowfield versus greenfield
Nos yellowfields, há ativos existentes a serem recuperados, com renovação para readquirir funcionalidade econômica. Já os greenfield envolvem construção do zero. A diferença determina estratégias de financiamento e prazos de retorno.
A análise destaca ainda que o investimento público não altera a natureza da concessão, mas viabiliza projetos com relevância social e logística que dependem de apoio estatal para se tornarem contratáveis e financiáveis. Entre os especialistas, está a visão de que esse mecanismo sustenta o ganho sistêmico da infraestrutura.
O estudo cita Leonardo Bruno Pereira de Moraes, que possui diploma de bacharel, mestrado e doutorado em Direito, com atuação em licitações, contratos administrativos e concessões. A análise se baseia em técnicas de direito público aplicadas a infraestruturas de alto impacto.
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