O preço médio do diesel no Brasil ficou estável entre a semana encerrada em 28 de março e a semana que terminou em 11 de abril, segundo a ANP. Já a gasolina apresentou variação próxima de zero no mesmo período. Mesmo com essa pausa, o diesel acumula alta expressiva desde o início da guerra no Irã, o que sugere pressão de custos ainda presente para semanas.
Analistas destacam que houve moderação na atuação da Petrobras, que afirma não estar tendo prejuízo com a operação. A redução temporária de impostos pode ter contribuído, assim como a pressão do governo sobre distribuidoras. O contexto internacional também pesou: a referência de preços dos EUA recuou, ao menos momentaneamente, refletindo menos volatilidade no curto prazo.
Cenário internacional e impactos
Entre os fatores externos, a crise no Golfo Persa influencia o mercado global. O estreito de Hormuz permanece sob tensão, com ataques a navios ocorrendo durante o período analisado. A expectativa é de que a reabertura da rota e a capacidade de produção de petróleo e gás possam moldar o abastecimento nos próximos meses.
Sobre os números internos, o preço do diesel subiu 24,3% no período de 7 semanas que vai da semana encerrada em 21 de fevereiro até 11 de abril. O salto é o maior desde o início da série de dados da ANP, em 2004, com apenas setembro de 2023 registrando alta similar. Paralelamente, a tributação sobre combustíveis voltou a ocorrer em parte, preservando a pressão de custo.
Perspectivas e responsabilidades
A guinada de preços depende ainda de decisões sobre subsídios federais e estaduais, bem como de movimentos das distribuidoras. A diferença entre o preço internacional de referência e o preço pago no Brasil diminuiu, mas permanece relevante. A conta da guerra, portanto, pode recair sobre atores públicos e privados nacionais nos próximos meses. Ainda não há data para o fim definitivo dessas oscilações.
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