A Receita Federal alterou o modo de buscar dados dos trabalhadores neste ano. Em vez da DIRF, passa a usar o e-Social e a EFD-Reinf. As novas bases exigem envios mensais e são mais complexas.
O e-Social reúne informações trabalhistas e a EFD-Reinf concentra retenções de impostos das empresas. Erros no envio por parte das empresas deixam milhares de contribuintes na malha fina do IR.
Se o trabalhador ainda não entregou a declaração, deve conferir o informe de rendimentos. Dados compatíveis com o documento da empresa evitam ações adicionais.
Diferenças entre a declaração pré-preenchida e o informe de rendimentos devem ser encaminhadas à fonte pagadora. A empresa deve corrigir os dados no sistema ou fornecer novo informe.
Caso haja divergência na malha fina, o empregador precisa ajustar as informações. Quando corrigidas, a declaração sai da malha fina automaticamente em até uma semana.
Se for emitido um novo informe de rendimentos, o contribuinte deve fazer a declaração retificadora para evitar inconsistências.
A Receita Federal concentra atuação nas empresas com mais erros. Em nota, o órgão informou que 100 empregadores respondem por 100 mil contribuintes retidos.
O prazo para entregar o Imposto de Renda termina em 29 de maio. Em 2026, a Receita mira 44 milhões de declarações, com mais de 14 milhões já enviadas até ontem.
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