A Fiemg afirmou estar extremamente preocupada com o avanço, na CCJ da Câmara, da proposta que altera a jornada de trabalho semanal sem redução salarial. A votação ocorreu nesta quarta-feira, 22, e a matéria segue para análise em comissão especial. A entidade ressalta que as mudanças devem passar por avaliação técnica e por negociações setoriais, não por decisão isolada.
Para a Fiemg, a medida é insustentável, com riscos para emprego, renda e o PIB. A federação defende que a jornada continue dentro do teto de 44 horas semanais, ajustando-se por meio da negociação coletiva conforme a realidade de cada setor produtivo. A avaliação técnica é vista como indispensável antes de qualquer alteração.
Contexto e próximos passos
O presidente da Câmara, Hugo Motta, precisa instalar a comissão especial para debater o mérito da proposta. A oposição já sinaliza buscar compensações para a eventual redução de jornada, caso a PEC seja aprovada. A Câmara pode enfrentar pressões políticas no período eleitoral, segundo a leitura da Fiemg.
A instituição aponta estimativas de impacto econômico relevantes, com possível retração de até 16% do PIB e abrangente efeito sobre o emprego, conforme estudo encomendado pela entidade. O custo de vida e o poder de compra das famílias também podem sofrer pressão. A negociação coletiva é apresentada como caminho mais equilibrado.
A federação enfatiza que mudanças dessa magnitude exigem debate público amplo, envolvendo sociedade, trabalhadores e empresários. Soluções sustentáveis, segundo a Fiemg, devem nascer de diálogo institucional, preservando a competitividade das empresas e a geração de empregos.
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