O Itaú passou a oferecer PaxGold (PAXG) em sua plataforma de investimentos, ampliando o acesso a criptoativos lastreados em ouro físico. O anúncio mostra o movimento de bancos tradicionais ao mercado de tokens de ouro, dentro do ambiente digital.
O PaxGold é uma stablecoin lastreada em ouro. Cada unidade corresponde a uma fração de barra física, permitindo exposição ao metal sem lidar com custódia ou transporte. A entrada do Itaú acompanha outras instituições.
A adesão do banco não ocorre isoladamente. Em fevereiro, o BTG Pactual, por meio da Mynt, também passou a oferecer o ativo, sinalizando uma tendência de integração entre produtos tradicionais e blockchain.
Contexto do ouro tokenizado
Embora os ouro tokens representem uma parcela de valor, o mercado ainda é pequeno frente às stablecoins atreladas ao dólar, como USDT e USDC, que dominam o setor. A participação do ouro digital permanece como nicho em desenvolvimento.
Levantamento do Mercado Bitcoin aponta crescimento no volume sob custódia de ouro digital em 2025, com alta de 122% e aumento de 94% no valor médio investido. O número de investidores também cresceu, indicando diversificação.
O ouro tem ganhado espaço em cenários de inflação e instabilidade global, o que favorece a tokenização. A versão digital do metal facilita acesso a uma reserva de valor sem exigir aquisição física, transporte ou custódia direta.
Perspectivas
O movimento de bancos para ativos tokenizados sugere maior escala da tokenização de ativos, transformando ativos reais em versões digitais negociáveis. Para investidores, aparece uma nova forma de diversificar a carteira dentro de apps de investimento.
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