O CEO da United Airlines, Scott Kirby, disse que os preços de passagem podem subir até 15% a 20% para compensar o aumento do custo do combustível de aviação. A afirmação ocorreu durante a teleconferência de resultados, com a empresa sinalizando uma passagem completa dos custos com combustível e margens pré-impostas de dois dígitos no próximo ano.
A United prevê que os resultados do segundo trimestre e do ano inteiro fiquem abaixo das estimativas do mercado, à medida que o combustível mais caro pressiona as margens. As ações da companhia caíram cerca de 6% no pregão da manhã. A empresa ressaltou que a projeção considerou o combustível com base na curva de forward do Gulf Coast, atualizada em 17 de abril.
A companhia informou que já iniciou reajustes de tarifas, com cinco aumentos de passagem no final do primeiro trimestre, além de cobrança maior por bagagem, para neutralizar parte do impacto dos custos de combustível. A estimativa é de que apenas 40% a 50% do aumento de custos seja recuperado por meio de tarifas e outras fontes no segundo trimestre, com melhoria para 70% a 80% no terceiro e até 85% a 100% no quarto trimestre.
Desdobramentos para demanda
Kirby afirmou que as tarifas precisam subir para manter a rentabilidade, mas ainda não houve queda na demanda. O executivo destacou que, conforme as tarifas sobem, pode haver efeito de elasticidade na demanda, ainda que, no momento, não haja sinais de retração.
Perspectivas de curto prazo
A United espera manter margens pré-impostas de dois dígitos, mirando a recuperação integral dos custos com combustível ao longo do ano. A empresa aponta que a volatilidade do preço do petróleo continua a representar o principal desafio para o desempenho.
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