A Córsega vive uma revitalização de sua tradição de destilados, unindo licores, gin e rum. A transformação envolve produtores históricos e novatos que valorizam recursos locais: maquis, cana-de-açúcar, uvas e cítricos. O objetivo é promover terroir sem perder identidade.
Tradicionalmente a destilação era doméstica, ligada à alimentação e festividades locais. Hoje surge uma produção variada apoiada por pequenas indústrias que exploram espécies endêmicas e técnicas artesanais, mantendo a herança regional.
Cap Corse Mattei
A marca Cap Corse Mattei, criada em 1872, retorna como referência dos espirituosos corsos. A bebida combina mistelle de muscat e vermentino com quinquina e cítricos locais, mantendo a receita ancestral sem alterações. A empresa atua com expansão de produtos e café de coquetéis.
Padulone e o rum insular
O domínio Padulone, em Aléria, iniciou a produção de rum de puro jus de canne na ilha. Canas cultivadas no Norte da ilha, adaptadas por pesquisadores, são processadas em alambique híbrido. O rum jovem exibe notas de frutas tropicais; há maturação em ex-fûts de vinhos corsos.
Novos atores e mercado
A ilha registrou avanço de cerca de uma dúzia de destilarias em uma década, com foco em quinquina, gin de montanha, rum e eau-de-vie de maquis. Ingredientes locais, clima e água de fonte sustentam a produção e o desenvolvimento de produtos como o Mattei Spritz.
Objetivo e visão
Os produtores insistem em manter a Corse como mercado identitário e de alta qualidade, com história e terroir únicos. O movimento busca também oferecer respostas ao aquecimento global, onde a cana pode prosperar quando a vinha enfrenta dificuldades.
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