A American Airlines reportou prejuízo líquido de US$ 382 milhões no primeiro trimestre de 2026, ou US$ 0,58 por ação, ante US$ 473 milhões de perdas no mesmo período de 2025. O resultado ficou aquém do esperado pelos analistas, que previam US$ 0,47 por ação perdidos.
Mesmo com o resultado negativo, a empresa registrou receita recorde de US$ 13,9 bilhões entre janeiro e março, crescimento de 10,8% na comparação anual. A companhia atribuiu o desempenho à demanda robusta por viagens e a maiores receitas unitárias.
Tempestades de inverno contribuíram para reduzir a receita em cerca de US$ 320 milhões no período, conforme informou a companhia. A empresa destacou que a trajetória de demanda segue firme e que o guidance de curto prazo permanece positivo.
Perspectivas e métricas
Com base nas reservas atuais, a American projeta crescimento de receita entre 13,5% e 16,5% no segundo trimestre, com lucro ajustado por ação entre perda de US$ 0,20 e ganho de US$ 0,20. Para 2026, a estimativa de EPS varia de perda de US$ 0,40 a ganho de US$ 1,10.
A dívida total caiu para US$ 34,7 bilhões ao fim de março, o menor nível desde meados de 2015, enquanto a liquidez somou US$ 10,8 bilhões. O prejuízo operacional recuou para US$ 41 milhões, frente US$ 270 milhões do ano anterior.
No pregão, as ações da American registraram alta imediata após a divulgação, com avanço de aproximadamente 4,4% no pré-mercado de Nova York, refletindo a combinação de receita recorde e prejuízo ajustado menor do que o informado.
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