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Brasil revisa regras para compra e venda de ouro

Nova regra para ouro encerra autodeclaração de origem, exige venda a distribuidoras autorizadas e pagamento eletrônico, com taxa de rastreabilidade

PL aprovado pela Câmara dos Deputados acaba com modelo de autodeclaração na venda de ouro no Brasil (Foto: Hans/Pixabay)
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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (22) um novo marco legal para o comércio de ouro no Brasil. A proposta que seguirá para o Senado pretende acabar com a autodeclaração de origem do metal, visando reduzir o garimpo ilegal em terras indígenas e unidades de conservação.

A mudança central é o fim da presunção de boa-fé. A venda inicial do ouro recém-extraído só poderá ocorrer para distribuidoras autorizadas pelo Banco Central (DTVMs) e o pagamento deverá ser eletrônico, proibindo uso de dinheiro vivo para evitar lavagem de dinheiro e ocultação de origem.

O que muda na venda do ouro

A nova regra exige controle rigoroso desde a primeira negociação. Além disso, a proposta cria a Taxa Touro, uma tarifa de registro e marcação física para cada grama de ouro, com custo de R$ 5 por grama (ou R$ 5 mil por quilo). Haverá ainda uma cobrança de R$ 2 pela emissão da Guia de Transporte.

Como ficará o transporte do metal

O transporte do ouro passa a exigir nota fiscal eletrônica e Guia de Transporte e Custódia digital contínua. O deslocamento fica restrito a regiões auríferas definidas pela Agência Nacional de Mineração. Caso o ouro seja trazido sem documentação ou fora dessas áreas, poderá ser apreendido.

Críticas e impactos no setor

Empresas e mineradoras defendem que as medidas criam burocracia e elevam custos, potencialmente prejudicando quem atua dentro da lei. O Ibram argumenta que grandes indústrias já possuem auditorias internacionais e que a taxa seria uma bitributação. Há temor de que o custo do controle legal afaste pequenos produtores.

Contexto jurídico

A regulamentação foi impulsionada por decisão do Supremo Tribunal Federal em 2023. A Corte suspendeu leis que autorizavam a compra de ouro com base apenas na confiança após a crise na Terra Yanomami, determinando regras mais rígidas para coibir o esquentamento de ouro ilegal.

Conteúdo produzido pela equipe da Gazeta do Povo. Para mais detalhes, leia a reportagem completa.

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