O fluxo externo impulsionou a B3 e ampliou o descolamento entre as small caps e o Ibovespa. Investidores estrangeiros direcionaram recursos para os ativos mais líquidos, elevando a valorização do Ibovespa e pressionando o SMAL11.
Dados compilados apontam que, neste ano, a B3 recebeu cerca de R$ 65 bilhões em investimentos externos, majoritariamente em ações líquidas ou via ETFs. Em contrapartida, investidores institucionais locais retiraram aproximadamente R$ 50 bilhões.
A diferença de desempenho se acentuou desde 2021, quando a alta da Selic penalizou varejistas e outros setores sensíveis a juros. Hoje, a percepção de cenário econômico e juros influencia a entrada de recursos em small caps.
A Petrobras e a PRIO puxaram o Ibovespa com alta de cerca de 50% desde janeiro, sustentados pela valorização do petróleo. Juntas, representam cerca de 15% do índice.
Desempenho relativo e valuation
O Ibovespa acumula ganhos de 20% no ano, 46% em 12 meses e 60% desde 2021. O SMAL11 avança 9% em 2026, 22% em 12 meses, mas registra queda de 14% em cinco anos.
O múltiplo do Ibovespa está em 10,6x no próximo 12 meses, pouco acima da média de 10,3x. Small caps negociam a 9,3x, com desconto de 10% frente à média histórica.
Essa convergência depende da queda de juros e de uma recuperação mais clara da economia doméstica, segundo especialistas ouvidos pelo setor. O timing do catch-up permanece incerto.
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