A Nintendo está envolvida em uma ação coletiva nos Estados Unidos movida por dois jogadores. Eles alegam que a fabricante lucrou com o aumento de preços imposto por tarifas sob o governo de Donald Trump. A ação questiona o eventual retorno de verbas públicas aos consumidores.
Os demandantes são Gregory Hoffert, da Califórnia, e Prashant Sharan, de Washington. Aduzem que qualquer reembolso obtido pela Nintendo junto ao governo, relacionado às tarifas, deveria ser repassado aos clientes que pagaram os preços reajustados.
O processo ocorre no contexto de a própria Nintendo ter ingressado com ação contra o governo americano para reaver valores pagos com tarifas. A empresa sustenta prejuízos e risco de danos irreparáveis se os valores não forem devolvidos.
O caso envolve a posição da empresa sobre tarifas. Em maio de 2025, o CEO Shuntaro Furukawa afirmou que tarifas são incorporadas aos preços conforme a região, refletindo o custo para o consumidor final, de acordo com o processo.
Segundo Hoffert e Sharan, o raciocínio é claro: se houve reajuste de preço por tarifas, o reembolso governamental configuraria lucro duplo. O texto aponta que a Nintendo poderia receber o mesmo valor duas vezes, sem retorno ao consumidor.
Os autores do processo pedem que qualquer quantia recuperada seja destinada aos clientes que pagaram pelos produtos com preço reajustado. Até o momento, a Nintendo não comentou oficialmente a ação movida pelos dois jogadores.
Contexto de mercado nos EUA
Dados de março de 2026 apontam crescimento de 69% nas vendas de consoles no país, com o Switch 2 no topo de unidades e receita. O hardware faturou cerca de US$ 500 milhões no mês, ante US$ 297 milhões no mesmo período de 2025, segundo a Circana.
Analista destacado aponta que o Switch 2 teve desempenho superior ao do modelo original nesse período, mantendo o console como a segunda plataforma de hardware mais vendida na história dos EUA.
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