O mercado brasileiro de capitais movimentou 180,1 bilhões de reais no primeiro trimestre, conforme dados da Anbima. Emissões de títulos subiram 15,7% versus o trimestre anterior, consolidando o maior volume para o período desde 2012.
As debêntures lideraram a captação, totalizando 99,3 bilhões de reais em 153 operações, com alta de 20,5% na quantidade. Notas comerciais alcançaram 9 bilhões, em 54 operações, avanço de 31,2% no volume e 58,8% na quantidade.
FIIs apresentaram crescimento expressivo, com 20 bilhões captados, alta de 146,6%. Fiagros chegaram a 3,3 bilhões, alta de 97,5% no mesmo recorte. As captações mostram diversificação de instrumentos disponíveis ao mercado.
Desempenho por instrumento e fatores históricos ajudam a entender o cenário. Certificados de Recebíveis Imobiliários e do Agronegócio tiveram retração, com 8,2 bilhões e 3,7 bilhões captados, queda de 28,3% e 39,3%, respectivamente, ante igual período de 2024.
A renda variável somou 31,2 bilhões, com operações de follow-on representando 85% do total do ano anterior. Em 2025, o mercado de capitais já apresentava recorde de captação: 838,8 bilhões de reais, alta de 6,4% em relação a 2024.
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