O novo Minha Casa, Minha Vida elevou o teto de financiamento para imóveis até 600 mil com juros subsidiados. O aumento abrange famílias da classe média na faixa 4, com renda mensal de até 13 mil. A medida amplia o público-alvo do programa.
A Caixa Econômica Federal iniciou, nesta quarta-feira, a liberação de financiamentos com os novos limites, conforme deliberação do Conselho do FGTS no fim de março. O objetivo é facilitar o acesso à casa própria para mais famílias.
A mudança potencializa o mercado de construção civil e pode impactar as B3, com demanda adicional beneficiando construtoras focadas nesse segmento. Analistas avaliam cenário positivo para companhias listadas, ainda que haja riscos setoriais.
Empresas que devem surfar o novo MCMV
- Cury (CURY3): atuação forte em São Paulo e Rio, vendas rápidas e margens estáveis. Liminar sobre alvarás impacta o papel de modo considerado limitado.
- Direcional (DIRR3): com foco na baixa renda, deve ganhar com a expansão do MCMV. Crescimento consistente, boa rentabilidade e execução sólida.
- Plano & Plano (PLPL3): concentração em São Paulo, nas faixas 1 e 2. Benefício esperado com o novo teto; alta rentabilidade e perspectivas de lançamentos, com potencial de valorização.
- Tenda (TEND3): após reestruturação, crescimento sólido em 2025. Risco permanece com a subsidiária Alea, mas há espaço para valorização frente aos pares.
- MRV (MRVE3): potencial de crescimento com o novo MCMV, apoiada por grandes estoques de terrenos. Desafio atual inclui operações nos EUA, que pesam sobre resultados, elevando incertezas.
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