Após aprovação do plano de reestruturação pelos Correios, a estatal apresentou um balanço parcial com resultados abaixo das expectativas. O documento também traz o balanço financeiro de 2025, que aponta prejuízo superior a 8 bilhões de reais. O plano tem três eixos: recuperação financeira, consolidação do modelo e crescimento estratégico.
O objetivo é alcançar retornos positivos por meio de ações diretas, incluindo PDV, redução de custos, reestruturação da rede de atendimento, modernização da infraestrutura tecnológica e monetização de ativos. A empresa também avalia fusões e aquisições para o médio prazo.
PDV
O PDV fechado no início de 2026 teve adesão de 3,2 mil funcionários, bem abaixo da meta de 10 mil neste ano e 5 mil em 2027. O presidente Emmanoel Rondón destacou que o resultado foi positivo frente ao PDV anterior, que recebeu 3,8 mil adesões.
Segundo comunicado interno, as adesões aos PDVs devem gerar economia de cerca de 923 milhões de reais. A gestão ressalta ganho de eficiência com a medida.
Venda de imóveis
A venda de imóveis segue como frente de atuação, com dificuldades iniciais. Nos dois primeiros leilões, 21 unidades foram ofertadas e apenas 4 foram arrematadas. Até o momento, a venda de 11 imóveis arrecadou cerca de 11,3 milhões de reais.
Novos leilões estão programados para 9 e 16 de abril, com 42 propriedades disponíveis em todo o país. Executar as vendas é parte do esforço de ajuste financeiro da empresa.
Fechamento de unidades
A estatal prevê encerrar até o fim do ano mil unidades, entre agências, sem interromper a universalização do serviço. Desde o início da reestruturação, já foram fechadas 127 unidades, com 68 fechamentos em 2026.
Há ainda perspectiva de que outras 700 unidades tenham a operação flexibilizada por meio de parcerias com órgãos públicos, buscando manter o atendimento.
Outras medidas
Entre as ações, houve queda de 43% no volume de encomendas em atraso após reformulação de rotas, aumento de eficiência de 40% e renegociação de dívidas que gerou economia de 321 milhões de reais.
O presidente Rondón aponta melhoria na liquidez com empréstimos, o que elevou a pontualidade dos contratos para 99%. Ainda não há definição sobre novo esforço de captação de crédito, que poderia alcançar até 8 bilhões de reais, dependendo das condições de mercado.
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