O Beijing Auto Show abriu suas portas na capital chinesa na última sexta-feira, reunindo centenas de fabricantes, mais de mil modelos e milhares de entusiastas. O foco foi a condução autônoma, vista como o futuro da mobilidade pela indústria local.
As montadoras aproveitam o evento para apresentar tecnologias de direção inteligente enquanto o mercado interno registra queda de vendas. O governo vem reduzindo subsídios, pressionando as empresas a diversificar receitas com software e serviços de IA.
Huawei anunciou investimento de até 80 bilhões de yuans nos próximos cinco anos para desenvolver software e poder de computação para condução autônoma, ampliando o peso da empresa no setor.
O que está acontecendo
O setor acelerou a aposta em veículos com condução sem motorista, com várias fabricantes exibindo sistemas de IA embarcada. A competição inclui leasing de software e serviços conectados como diferenciais de venda.
Xpeng mostrou um modelo de IA capaz de entender comandos como estacionar próximo ao mall, em vez de exigir coordenadas de mapa específicas. Em linha semelhante, a Xiaomi promove um sistema operacional com IA para o motorista.
Empresas e investimentos
Chery, maior exportadora chinesa, mira o Reino Unido e lançou uma meta de 10 milhões de vendas globais anuais até 2030, ante 5 milhões em 2025. O executivo Farrell Hsu destacou a contribuição do mercado britânico para o crescimento da empresa.
Geely planeja implantar milhares de táxis sem motorista globalmente em 2025 por meio da Caocao, expandindo a disputa com rivais como Waymo, dos EUA, em cidades como San Francisco e Los Angeles.
Contexto regulatório e mercado externo
O governo encerrou recentemente consulta sobre padrões de segurança para carros autônomos, sem diretrizes nacionais firmes. Beijing mantém cautela quanto a acesso irrestrito às vias públicas.
Sem operabilidade ampla, robô-táxis já operam em algumas cidades, mas com entraves regulatórios e técnicos que limitam a adoção em larga escala. Relatórios anteriores indicaram falhas pontuais em Wuhan.
A tendência de exportação ganha fôlego: fabricantes chineses apostam em mercados menores, como Reino Unido e Canadá, para contornar tarifas e barreiras comerciais. O Reino Unido é visto como ambiente mais aberto à presença de EVs chineses.
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