A XP reiterou que o fim da escala 6×1 pode exigir uma transição suave, com impactos distintos para empresas menores e aquelas com maior alavancagem. A corretora vê potencial para repassar custos aos preços ao longo de um período de adaptação.
Segundo a XP, a eventual mudança depende de aprovação no Congresso em 2026, com o tema ganhando tração e virando prioridade no governo antes das eleições. O debate já contava com a admissibilidade da PEC na Câmara.
A instituição alerta que mudanças simultâneas na carga horária semanal e no regime de trabalho são incomuns globalmente. Em análises, a XP aponta que o gatilho costuma ser o desemprego elevado, e que unir as duas medidas é um desafio para as empresas.
Para a XP, o modelo de 40 horas semanais em cinco dias é comum em economias desenvolvidas e pode servir como referência de longo prazo. Contudo, a avaliação brasileira exige cautela, especialmente quanto a efeitos setoriais.
A corretora destaca que, na prática internacional, ajustes costumam vir acompanhados de flexibilizações em outras regras trabalhistas. Isso ajudaria as empresas a gerenciar o aumento de custos com mão de obra.
Caso a mudança seja aprovada, a XP enfatiza a importância de um período de transição para permitir que negócios adaptem operações, preços e contratos sem impacto abrupto. No momento, o tema ainda está em discussão.
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