Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que as famílias brasileiras destinam quase um terço da renda ao pagamento de dívidas. O índice de desconforto com o crédito atingiu 0,94, a maior marca em 12 anos.
O estudo analisa três componentes: comprometimento de renda, inadimplência e a qualidade do crédito. A qualidade depende da composição do crédito utilizado pelas famílias, com modalidades mais onerosas associadas a maior desconforto.
Entre as modalidades citadas estão o cheque especial, o crédito pessoal não consignado e os cartões, incluindo rotativo e parcelado. O estudo indica que a piora nessas componentes eleva o desconforto geral.
Os especialistas destacam que usar o crédito como complemento de renda é problemático quando o custo é elevado, gerando uma bola de neve de juros e encargos sobre a dívida existente.
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