A dívida pública federal caiu para R$ 8,63 trilhões em março, segundo dados do Tesouro Nacional. O recuo de R$ 207,31 bilhões (2,34%) frente a fevereiro ocorreu mesmo com a inclusão de juros no período. O Tesouro divulgou os números nesta segunda-feira (27.abr.2026).
A queda mensal decorre do resgate líquido de R$ 305,39 bilhões, compensado parcialmente por R$ 98,08 bilhões em juros apropriados. O movimento revela a dinâmica do endividamento do país e impacta o custo de financiamento do governo.
Composição da dívida
A dívida mobiliária interna permanece como principal componente, em R$ 8,30 trilhões, enquanto a dívida externa somou R$ 331,64 bilhões no mês. A variação externa foi influenciada pelo câmbio.
O prazo médio da dívida subiu de 4,0 para 4,10 anos, e o percentual vincendo em 12 meses avançou para 19,52%. O Tesouro afirma que a estratégia busca alongar o perfil e reduzir riscos de refinanciamento.
Entre os tipos de títulos, os atrelados à taxa flutuante representaram 47,71% do estoque, seguidos pelos indexados a índices de preços (26,67%) e pelos prefixados (21,80%).
Investidores e custo da dívida
Os detentores incluem instituições financeiras com 31,47% de participação, entidades de previdência com 23% e fundos de investimento com 20,9%. Investidores estrangeiros responderam por 10,7%.
O custo médio da dívida subiu para 12,2% ao ano em março, ante 11,9% em fevereiro, alinhado ao cenário de juros. O Tesouro mantém a gestão conforme o Plano Anual de Financiamento.
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