O crédito consignado privado cresceu 276% em 12 meses, impulsionado pelo programa Crédito ao Trabalhador criado pelo governo. Dados do Banco Central mostram que as novas concessões atingiram quase R$ 10,9 bilhões em março, com ganho de 52% em relação a fevereiro.
No período, o estoque do consignado privado superou R$ 100 bilhões pela primeira vez, chegando a R$ 101,6 bilhões em relação ao mês anterior. O saldo total, que era de R$ 41,9 bilhões no lançamento do programa CLT, teve alta de 142,4% em 12 meses.
Em março, divulga o BC, o valor liberado para trabalhadores do setor privado foi recorde. A comparação com março de 2024 aponta o peso do novo modelo, que já representa grande parte do crescimento do consignado, segundo o órgão.
Dados do BC sobre o consignado privado
O BC destaca que, entre março de 2025 e março de 2026, 85% do crescimento do consignado total vem da modalidade para trabalhadores privados. As operações começaram no dia 21 de março de 2025.
Enquanto o consignado privado cresce, as concessões para beneficiários do INSS registraram queda de 38,8% no mesmo intervalo. No total do consignado, o crescimento foi de 5%.
A taxa média de juros da modalidade privada recuou para 56,8% ao ano em março, após atingir 59,4% em fevereiro. Em relação ao consignado tradicional, os juros continuam menores que os cobrados por crédito pessoal não consignado, que ficou em 117,1% ao ano em março.
A inadimplência do consignado para CLT, com atraso superior a 90 dias, ficou em 6,6% em março, alta de 0,2 ponto percentual frente a fevereiro. O BC aponta aumento da inadimplência desde novembro, quando atingiu 4,9%.
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