O Goldman Sachs elevou as previsões para o preço do petróleo bruto para o restante de 2026, citando a guerra no Oriente Médio como fator de risco. A instituição enxerga o Brent a uma média de US$ 90 o barril no quarto trimestre, acima de US$ 80 anteriormente. O WTI é estimado em US$ 83, frente a US$ 75.
Os preços do petróleo bruto subiram cerca de 40% desde o início do conflito. O Brent atingiu a maior cotação em três semanas nesta segunda-feira, impulsionado pela percepção de interrupções no fornecimento. Analistas destacam volatilidade elevada no curto prazo.
Em nota divulgada no fim de semana, analistas do Goldman Sachs apontaram riscos econômicos maiores devido a riscos de alta nos preços, de produtos refinados caros, de escassez de itens e da escala do choque. A projeção base assume normalização das exportações do Golfo até o fim de junho.
Cenário base e cenário adverso
Em cenário base, as exportações do Golfo devem se normalizar até o fim de junho, com recuperação gradual da produção. Nesse caso, a instituição projeta o Brent em torno de US$ 90 no Q4, e o WTI próximo de US$ 83.
Em cenário adverso, com normalização apenas até o final de julho, o Goldman Sachs aponta Brent acima de US$ 100 por barril no quarto trimestre. O monitoramento aponta ainda contratos que sugerem volatilidade entre US$ 86 e US$ 90 no último trimestre.
Operadores de mercado indicam que os preços mais elevados devem permanecer por algum tempo. A média de fim de ano fica sujeita a evoluções de oferta no Golfo, decisões políticas regionais e variações climáticas que afetem demanda.
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