O mercado de escritórios de São Paulo deu sinais de recuperação no primeiro trimestre de 2026. A vacância chegou a 12,8% da área total disponível para comercialização, abaixo de 13,8% no fim de 2025 e 19,4% em 2024. Dados são da Binswanger Brazil.
A supervisão da consultoria aponta que a absorção, via locação, surpreendeu nos últimos anos. A diretora-geral Simone Santos destaca a evolução gradual rumo ao equilíbrio entre oferta e demanda.
O reflexo dessa movimentação está ligado ao retorno presencial dos trabalhadores e ao crescimento da atividade econômica. A queda da vacância acompanha a redução do home office e o fim gradual do modelo híbrido.
Lideranças em locações no trimestre
A Uber liderou as locações, ocupando 12,6 mil m² no JK Square. Em seguida ficou a Shopee, com 7 mil m² no Birmann 32, conhecido como prédio da baleia. No trimestre, as locações em SP somaram 75 mil m².
A taxa de vacância de 12,8% indica maior equilíbrio entre proprietários e inquilinos, sem excesso de espaços nem falta de áreas disponíveis. A projeção da Binswanger é de vacância abaixo de 15% até 2027.
Regiões como Faria Lima, Itaim, Juscelino Kubitschek e Paulista apresentam vacância abaixo de 8%, sinalizando escassez de áreas para novas locações. Em contraste, Chácara Santo Antônio e Santo Amaro mantêm índices acima de 30%.
A média de aluguel por m² subiu para R$ 130 no 1º trimestre, um aumento de 7% frente ao fim de 2025. Na Faria Lima, o valor médio fica em torno de R$ 303, com picos de até R$ 415.
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