O próximo presidente brasileiro deverá enfrentar ajuste econômico doloroso, independentemente de quem vencer as eleições. Em 2024, a provável demanda é reduzir déficits e reorganizar gastos, o que costuma trazer queda de popularidade. Analistas citam Milei na Argentina como exemplo.
Dados recentes indicam que o governo Milei já enfrenta resistência: pesquisa aponta reprovação de cerca de 60% da população. O desgaste ocorre após medidas de ajuste que impactam renda de trabalhadores e classes médias, gerando críticas ao governo.
Especialistas destacam que décadas de gasto público desorganizado ajudam a explicar o dilema. A conta, segundo eles, chega rápido para a população, enquanto os benefícios aparecem com atraso, levando a pressões por resultados imediatos.
Contexto histórico na América do Sul
Em 1964, no Brasil, empresários pressionaram as Forças Armadas para substituir o governo de João Goulart, levando Castelo Branco ao poder. A ideia era implementar ajustes econômicos com equipe ortodoxa.
Em 2017, o Money Report reuniu empresários para debater com Ilan Goldfajn, então presidente do Banco Central. O tom da plateia foi agressivo ao falar de redução de liquidez, diante de déficits anteriores à gestão Dilma Rousseff.
A experiência brasileira mostra que, quando o ajuste começa a produzir efeitos, há impaciência mesmo entre quem apoiou as medidas. Esse é o tipo de reação que Milei enfrenta hoje e que o próximo presidente brasileiro pode vivenciar.
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